David Teles Ferreira

aqui vou publicando o que vou escrevendo

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sento-me ao mar



Sento-me ao mar a escrever na espuma com algas e estrelas. As ondas trazem areia que emperra os mecanismos mas também objectos que desencadeiam memórias. Reminiscências de vivências ou de sonhos. Ideias passam, rápidas, como peixinhos prateados. Ou serão mesmo apenas peixes? É salgada esta escrita. Mas saborosa. Umas vezes tépida outras gélida, como a água do mar em diferentes latitudes. Fonte de vida ou de morte. De prazer ou de incómodo. Em certas ocasiões dói, como quando se pisa um ouriço ou um peixe-aranha. Lembramo-nos, então, que estamos vivos.

1 comentário:

  1. Gosto. O mar, o amar, o luar e o sentar a escrever a realidade imaginada.

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